terça-feira, 2 de junho de 2015


Todas as crianças estão em risco hoje em dia. Milhões sofrem com a pobreza e outros milhões sofrem com os efeitos da prosperidade. Estas têm tudo para viver, mas nada pelo que viver. Em um mundo globalizado, digital, todas as crianças estão expostas e vulneráveis a violência, abuso, negligência, prostituição e pornografia. Em sistemas escolares burocráticos a maioria das crianças suportam sistemas educacionais deficientes e com conteúdo anti-Deus. Outras ameaças incontáveis abundam. E há mais do que ameaças externas, materiais, seculares. Li um artigo recente que me relembrou que a nossa luta não é contra a carne e o sangue. Jonathan Parnell,1 escreve que “existe uma guerra pelas crianças, e nós todos estamos, de um jeito ou de outro, exercendo um papel nesta guerra. Toda vez que avançamos como pais fiéis (ou cuidamos de crianças em algum aspecto, incluindo a defesa de direitos daqueles que ainda nem nasceram, ou nos voluntariando para o berçário aos domingos), estamos lutando contra demônios”. Não há nada que Satanás e seus demônios odeiam mais do que crianças. Ele sempre usou pessoas más e sem Deus para roubá-las, matá-las e destruí-las. Nós vemos seus esquemas e atrocidades em toda a Palavra. Algumas passagens que lemos na Bíblia se parecem com as manchetes dos nossos dias: - A criança de colo é arrancada do seio de sua mãe; o recém-nascido do pobre é tomado e vendido (Jó 24.9). - Meninos são trocados por prostitutas! “Lançaram sortes sobre o meu povo e deram meninos em troca de prostitutas; venderam meninas por vinho, para se embriagarem” (Jl3.3). - Crianças sacrificadas por seus próprios pais! (Jr 32.35). Minha canção de Natal favorita, “Oh, cidadezinha de Belém”, tem os bonitos versos “Tão quieta te encontramos, sobre teu sono profundo e sem sonho as estrelas silentes passam”. No entanto, a cidadezinha de Belém quando Jesus nasceu não estava quieta e profundamente adormecida, como a doce canção sugere. Longe disso, era um lugar de violência terrível e morte chocante, lamento e sofrimento. Aquelas primeiras crianças de Belém morreram porque Satanás odiava o bebê Jesus. Em certo sentido, elas morreram no lugar do menino Jesus. Elas foram as precursoras de milhares, ou até milhões de crianças que vieram a ser mártires por causa do Unigênito e por causa das boas novas que o Filho trouxe ao mundo. No livro Adopted for Life,2 Russell Moore afirma que “seja através de maquinações políticas como as de Faraó e de Herodes, seja através de conquistas militares nas quais exércitos sanguinários arrancam bebês dos ventres das grávidas (Am 1.13), ou através de ações aparentemente mais “rotineiras” de desintegração da família e de instalação do caos familiar, as crianças sempre são feridas. A história da humanidade está repleta com seus cadáveres (p. 63). As potestades demoníacas odeiam bebês porque odeiam a Jesus. Quando destroem ‘o menor deles’ (Mt 25.40, 45), a criança mais vulnerável entre nós, o Maligno destrói a imagem de Jesus” (pp. 63-64). O Antigo Testamento termina com uma verdade profunda e séria. A não ser que os corações dos pais se voltem para os filhos, “Eu castigarei a terra com maldição”. Passaram-se quatrocentos anos de silêncio, até o nascimento daquela criança de Belém. Podemos olhar ao nosso redor e ver que a terra está castigada com uma maldição. À medida que vemos o abuso, a exploração e a negligência das crianças, sabemos que não era dessa forma que Deus queria que elas vivessem. A terra está amaldiçoada. Maldição não se remove com comida, remédios, nem com livros ou educação. Maldição não se remove com mais recursos, programas ou intervenções. Maldição é algo espiritual e deve ser removida com uma intervenção espiritual. Então, sim: Como cristãos, usaremos todas as ferramentas e ideias disponíveis para proteger e sustentar as crianças preciosas que nos foram confiadas. No entanto, nossas armas incluirão algo muito mais poderoso e definitivo do que as intervenções seculares costumeiras. Nós vamos orar. Nós vamos orar sem cessar. Nós vamos encharcar tudo que fazemos e imaginamos em oração e intercessão. Agiremos conforme o escritor de Lamentações nos exorta: “Levante-se, grite no meio da noite, quando começam as vigílias noturnas; derrame o seu coração como água na presença do Senhor. Levante para ele as mãos em favor da vida de seus filhos, que desmaiam de fome nas esquinas de todas as ruas” (Lm 2.19). • Dan Brewster é diretor de programas acadêmicos da Compassion International. Tem como principal responsabilidade servir como conselheiro e consultor para seminários e instituições cristãs sobre programas para o desenvolvimento integral da criança. Participou do planejamento e monitoramento de projetos de ajuda humanitária e voltados para o desenvolvimento infantil e familiar em mais de cinquenta países. Dan é doutor em missiologia pelo Fuller Theological Seminary. Ele e a esposa, Alice, vivem em Penang, na Malásia, e têm três filhos adultos. Dan é o autor do nosso lançamento de junho A Criança, a Igreja e a Missão. Paz e bem

domingo, 23 de novembro de 2014

Vidas perdidas, não mais......


Vidas perdidas, não mais...... “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” Mat 16; 24 a 26 O Mestre colocou como perdedor da alma, em Seu exemplo, um que “ganhou o mundo inteiro”. Todavia, essa antítese extrema tem como fim ressaltar o valor da alma, não ensinar que os que muito ganham necessariamente a perdem; ou, que os paupérrimos serão salvos em recompensa às privações sofridas. Na verdade, o cerne do que foi ensinado aqui é que o “preço” da salvação é perder a vida natural, renunciá-la; se não, mesmo que essa, a natural, prospere a ponto de ganhar o mundo, no fim, tudo será inútil. Falando no fim, aliás, não é lá, necessariamente que podemos perder a alma. Tanto quanto a vida eterna é uma bênção que podemos desfrutar desde já, como disse Paulo a Timóteo; “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado...” I Tim 6; 12 Também o infortúnio de se perder a alma pode ocorrer desde já. Escrevendo à Igreja de Sardes na Ásia o Senhor denunciou a perda da alma de alguém que sequer identificava tal perda, antes, descansava na presunção de ser salvo. “...Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.” Apoc 3; 1 Daí, concluir que se perdeu a alma em plena igreja não é forçar o texto, antes, interpretá-lo. Quando o sofrimento daqueles que nos cercam não nos comove mais, apenas parece engraçado, quiçá, indiferente, isso é sintoma muito robusto que perdemos nossa alma. Se nos tornamos sectários, fanáticos achando que a virtude é nossa aliada e o vício é “qualidade” dos que eventualmente discordam de nós, também temos um sintoma coletivo em sua manifestação do mesmo sentimento do exemplo anterior, indiferença, egoísmo, males que tomam almas mortas. A coisa é bem mais profunda que a visão simplista de alguns, tipo: Está na igreja, então, tem a alma salva; está fora? Necessariamente é um perdido. Mesmo as coisas certas feitas mecanicamente, sem coração, amor, alma, não passam de obras mortas, frutos de almas igualmente mortas. Paulo foi muito didático sobre isso: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, não tivesse amor seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, conhecesse todos os mistérios, toda a ciência; ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, ainda que entregasse meu corpo para ser queimado; não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” I Cor 13; 1 a 3 Se, todos esses predicados espirituais se tornam inócuos sem amor, parece lícito inferir que o primeiro indício de salvação da alma é a manifestação desse sentimento. Não se entenda com isso, porém, que advogo certas posições ocas como se bastasse a definição natural e sentimentalóide do que seja amor. O amor ensinado na Palavra é disciplinado responsável, obediente. “Se me amais, guardai os meus mandamentos.” Jo 14; 15 Assim, uma alma salva importa-se com o semelhante e com Deus. Qualquer que supuser possível trilhar pela senda da salvação divorciado disso, nem se aproximou de “perder sua vida” que o Salvador colocou como essencial. Por fim, o Senhor questionou sobre o que daria o homem pelo resgate da alma. Basta que vejamos alguém de posses sofrendo uma enfermidade grave para constatar que não existem barreiras, distâncias, valores, que impeçam o tal, de fazer tudo pela preservação da vida; e O Senhor falava da Eterna. Essa metáfora de perder a vida para ganhá-la, na verdade, quer dizer abdicar da autonomia, submeter-se ao Senhor para herdar a vida eterna. Quem se acostumou a fazer o que quis, de repente passar a ser dependente é um grande sacrifício; essa é a ideia. “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Rom 12; 1 Assim, nossa alma não é ameaçada por satanás, mundo, pessoas, estritamente; antes, pelo próprio hábito de agir autônomos em rota de colisão com a finitude do nosso tempo. Podemos perder nossas almas já, e só identificarmos quando for tarde demais. Lá daríamos tudo; mas, então, tudo e nada serão sinônimos. Paz e bem

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A quem devemos ser obedientes .


Acredito que todo ser humano tenha em sua vida algo que lhe é precioso. Para uns pode ser a família, para outros o trabalho, os amigos, o futebol, o carro, os imóveis, enfim, cada pessoa atribui valores as “coisas” que mais lhe importam. Então pergunto novamente: “O que governa sua vida?” O dinheiro, o trabalho... Você sabe para qual propósito foi criado? Você está preparado para a eternidade? É isso mesmo, vida eterna! Não acredita!? Pense bem heim! Jesus contou uma parábola da qual eu gosto muito, pois traz uma reflexão bastante importante, ela se encontra no evangelho de Lucas cap. 12: 16-21 - “Propôs-lhes então uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produzira com abundância; e ele arrazoava consigo, dizendo: Que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos. Disse então: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todos os meus cereais e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te. Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” Analisando mais profundamente, vemos que não são somente os bens materiais que, não raramente, nos governam, este homem tinha sentimentos que perturbavam sua alma, por exemplo, a ganância, o medo de não ter provisão para o dia seguinte! Muitas vezes, como este homem, somos governados por sentimentos que nos matam aos poucos como o ódio, a inveja, o medo, a culpa, a soberba, o materialismo, e muitos outros. A palavra de Deus nos diz que: “O ressentimento mata o insensato, e a inveja destrói o tolo.” (Jó 5:2) O rei Salomão em toda sua sabedoria, diante de tudo que tinha observado em sua vida e apesar de toda riqueza que Deus lhe dera, disse: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos. O que atenta prudentemente para a palavra achará o bem, e o que confia no SENHOR será bem-aventurado.” (Prov. 16:18-20) “É melhor um bocado seco, e com ele a tranquilidade, do que a casa cheia de iguarias e com desavença.” (Prov. 17:1) Salomão tinha tudo o que o dinheiro podia comprar, mesmo assim ele fez observações importantes sobre onde o amor ao dinheiro pode levar o ser humano e como tudo aqui é passageiro, vaidade e aflição de espírito. Então, o que governa sua vida? Para que propósito foi criado? E quanto a eternidade? Aprendo na palavra de Deus que fui criada para o louvor da glória d’Ele e que o Senhor me projetou à Sua imagem e semelhança. Não pertenço a este mundo e nem as coisas deste mundo me pertencem, o Senhor é muito claro quando diz: “Minha é a terra e toda sua plenitude, o mundo e tudo o que nele habita”. E mesmo assim, sendo Senhor e dono de todas as coisas Ele nos ama e diz que somos geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido... Amigos, entendamos que este mundo não é o nosso lar, tudo aqui é temporário, nossa vida é curta e frágil, só Deus é eterno e só Jesus pode nos garantir uma eternidade com o Pai, se escolhermos viver do nosso jeito, sem compromisso com o Senhor, seremos seus inimigos, pois Ele diz que a amizade com o mundo é inimizade para com Ele. O que escolhermos para nos governar aqui, trará consequências para toda a eternidade. Portanto... "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração." (Mateus 6:19-21) Oração... “Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará. Agora, pois, SENHOR, que espero eu? A minha esperança está em ti.” Amém! (Salmos 39:4-7) Paz e bem

Seguindo a voz........


Certa vez, uma pesquisadora em Israel, enquanto caminhava em uma estrada perto de Belém, observou três pastores vindo na mesma direção, cada um com seu rebanho de ovelhas. Os três homens saudaram um ao outro e, em seguida, pararam para conversar. Enquanto eles estavam conversando, suas ovelhas todas se misturam, fundindo-se com um grande rebanho. Interessada em saber como os três pastores iriam fazer para identificar suas próprias ovelhas, a pesquisadora ficou olhando a cena, aguardando eles conversarem. Ela então observou, fascinada, como cada um dos pastores chamou suas ovelhas..., e ao som da voz de seu pastor, como mágica, as ovelhas separaram-se novamente em três rebanhos(1). Olhando para cenas como esta fica fácil perceber porque o Mestre usou pastores e ovelhas como exemplo, afinal, conscientes ou não, estamos também sempre ouvindo e seguindo alguma voz, seja ela interna ou externa. E ouvimos muitas vozes... voz do dinheiro, voz da ambição,voz dos sonhos, voz das ilusões, voz da emoção, voz da razão, voz da fé, voz do medo, voz dos amigos, voz dos inimigos, voz dos profetas, voz dos falsos profetas, e muitas outras mais... e em meio a tantas vozes que chegam até nós, há também a voz de Jesus de Nazaré, e como são felizes os que a conhecem, estes vivem em paz pois sabem de Quem é a voz que estão seguindo e não se deixam levar por nenhuma outra... Em Cristo, que nos ensinou que Suas ovelhas conhecem Sua Voz Fernando Pavão

A Graça e a Lei.




‘’Os nossos atos e atitudes não apenas definem a forma do nosso passado, do nosso presente e do nosso futuro, além disso, constroem a maneira dessa formação; por isso, ouvir e ponderar, em meio a confissão, serve de apoio e orientação fundamental para evitarmos resultados trágicos e desastrosos.’’ Os textos de Romanos 05. 17 a 20 e 06. 14 nos levam a direção da Graça. Aliás, não uma mera graça, não uma proposta de santidade que nos retira das alternâncias e tensões, que muda nossa rota de uma realidade marcada pelo pecado, ou pela alienação, ou pela perda de esperança e respeito pela vida. Sem sombra de dúvida, as palavras do Apóstolo Paulo são categóricas e pontuais, ou seja, com relação a uma verdade inquestionável e ao qual parece esquecida, por muitos cristãos. Em outras palavras, onde abundou o pecado, superabundou a Graça ou, melhor dito, a Graça Jesus e não a Lei Jesus. Aproveito o ensejo e enfoco dois episódios exemplificativos, narrados nos enredos da revelação – viva ou da palavra de Deus. O primeiro nos remete a mulher Cananéia e a postura de reconhecer a via a fim de conceber a cura de sua filha, por meio de Jesus. Na mesma linha, deparamo-nos com o centurião romano e a cura de seu servo. Ambos acarretaram a admiração de Jesus e uníssona frase: - Tamanha fé! Ora, as duas personalidades, comumente as peculiaridades e diferenças, enfocam o Jesus sem os modelos da lei, as categorias e itens de como identificar um profeta, um messias, um predestinado. Simplesmente, submergiram suas incertezas, suas inseguranças, suas dúvidas, suas angústias, suas frustrações, suas descrenças e tantas outras inquietudes, em Jesus Cristo, no Cristo Ressuscitado. Vale dizer também, a mulher Cananéia e o centurião romano não se moveram, segundo um estilo ou um modelo de fé. Nada mais e nada menos, clamaram por Jesus. Lamentavelmente, quantos cristãos procedem, como os habitantes da terra natal de Jesus, por onde não pode estabelecer e realizar muitos milagres. Acredito, piamente, os habitantes daquele local possuíam uma definição e uma interpretação da ação vivificante, através de categorias, de itens, de critérios, de se enquadrava ou não dentro de um compêndio de boas ações e regramentos. Retomando o fio da meada, o Apóstolo Paulo enfocou que a Graça Jesus se espraia superabundantemente, em cenários arraigados no pecado, caso contrário, qual o sentido e o motivo da salvação? Infelizmente, aspiramos uma Graça sobre a ilusão de que não vamos nos defrontar com as manchas do pecado, ou seja, da alienação do próximo, da vida e de si mesmo. Vamos adiante, as cartas de Paulo aos Romanos relatam a expressão ‘’reinar em vida’’. Evidentemente, o soar dessa frase pode assustar, causar repulsas e decepções, por causa das ufanias e delírios de ministérios triunfalistas. Mesmo assim, verdadeiramente, reinar em vida, em uma sociedade corrompida, por meio do discipulado, do serviço e da confissão, do aceitar o chamado de seguir a Graça Jesus. Não por menos, reinar em vida e, por consequência, ir a nascente das águas purificadoras de Ezequiel 47.12 para tornar as pessoas livres, restauradas e voltadas para o próximo. Quantos de nós traçamos limites para o fluir dessa superabundante Graça Jesus? Tristemente, preferimos acionar nossos modelos, nossas categorias, nossos critérios, nossas estruturas e nossos sistemas para encaixar as pessoas em moldes de condutas e princípios. Eis o resultado de ministrações de como ser bom, ser justo, ser espiritual, ser obediente e ser e ser e ser. Opostamente, a Graça Jesus não questiona ser o centurião tinha sido circuncidado, se a mulher Cananéia cumpria os ritos da tora, se a mulher que derramou o perfume aos pés de Jesus havia deixado a velha vida e outros casos verídicos. Abro um parêntese e digo: - Não venho aqui defender o pecado, mas rejeito, veementemente, a ilusão de colocar Jesus na lei de categorias, de fazer isso para ser aceito, de atender aquilo para ser ouvido, de seguir isso para ser alcançado! Não e não, a Graça Jesus nos chama, como estamos e todas as defesas, tanto a favor quanto contra, são anuladas. A Graça Jesus pergunta e nos oferece a vida, a comunhão e o partilhar de seu corpo, por onde somos acolhidos e passamos a acolher, por onde fomos aceitos, por onde fomos incluídos, por onde servirmos como a decisão por reinar em vida (nos relacionamentos, nos sonhos e empreendimentos, nas conquistas e vitórias, no aprendizado e no discipulado, na confissão e no serviço, na disseminação dos dons, não porque fulano ou sicrano ou beltrano é honesto, é integro, é justo, é adequado e se amolda as nossas cartilhas do que é certo). Digo isso, em função de ser, tão somente, por meio da Graça Jesus que experimentaremos o viver, uma vida resolvida (não perfeita e nem imune aos reveses) consigo mesmo e com o próximo. Paz e bem

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Obrigado SENHOR .


Obrigado Senhor, por colocar cascas na maioria das frutas. Só um pai atencioso, amoroso e totalmente presente faz isso. Obrigado Senhor, pela precisão dos astros no universo. No caso do sol, um pouquinho mais próximo e a terra se incendiaria. Por outro lado, um pouquinho mais distante, congelaríamos. Obrigado por riscar o limite do mar. Obrigado por colocar sementes nos alimentos, abençoando assim todas as gerações. Que mente brilhante, poderosa e generosa a Tua. Obrigado por imprimir no corpo humano, bilhões de bilhetinhos cheios de informações preciosas. A ciência moderna chama de células tais bilhetes. Obrigado por dividir o segredo da vida entre macho e fêmea. Uma maneira carinhosa de unir ambos no "plantil" da vida. Obrigado por "usar" Teu infinito poder através do Teu amor inexplicável, ao ponto de alguns homens sem amor algum, amaldiçoarem os céus achando que não há ninguém do outro. Obrigado pelo pão. Obrigado pela música. O que seria do mundo sem música? Obrigado por amar o mundo de tal maneira... Obrigado por enviar Teu único Filho... Obrigado por nos amar e lutar por nós. Obrigado por me deixar fazer parte de Tua família na terra. Obrigado por todos os meus irmãos. Obrigado por nos ensinar a orar no plural, quebrando a maldição do egoísmo humano. O pão nosso. Perdoe as nossas dívidas. Livra-nos do mal. Tudo pra nos ensinar a dividir as coisas boas da vida. Obrigado, Pai nosso. Paz e bem

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Espirito santo e Maria.




O mistério de Maria é inseparável do mistério do Espírito Santo. Mais: dele depende. O Apocalipse fala de uma mulher vestida de sol (12,1). Esse sol é o Espírito Santo, que a enriqueceu de todas as graças desde quando o Pai a escolheu para ser a mãe de seu Filho. E quando, cheia de graça, chegada a plenitude dos tempos (Gl 4,4), ela deveria conceber Jesus, é o Espírito Santo que a fecunda, como rezamos no Credo: “O Filho unigênito de Deus … por nós e para nossa salvação desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria”. Revestida de sol, coberta pelo Espírito Santo, Maria tornou-se, no dizer de São Bernardo, “um abismo de luz, gestando o verdadeiro Deus, Deus e homem ao mesmo tempo” e, diante desse fato, observa ainda São Bernardo, “até o olho angélico fica ofuscado com a potência de tal fulgor”. Sol e luz são figuras para expressar um fato: Maria, senhora de todas as bênçãos, concebe o Filho de Deus, por obra e graça do Espírito Santo, e é associada para sempre à obra redentora do Cristo e à missão do Espírito Santo Paráclito na história da salvação. Afirma o Evangelista Lucas que, à pergunta de Maria como seria possível conceber, se ela não conhecia homem algum, o anjo lhe garantiu: “O Espírito Santo descerá sobre ti” (Lc 1,15). Comenta o Catecismo: “A missão do Espírito Santo está sempre conjugada e ordenada ao Filho. O Espírito Santo é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e fecundá-lo divinamente, ele que é ‘o Senhor que dá a Vida’, fazendo com que ela conceba o Filho Eterno do Pai em uma humanidade proveniente da sua” (484-485). Para expressar essa unidade de mistérios entre Maria e o Espírito Santo, os teólogos não hesitam em chamar Maria de Esposa do Espírito Santo. Assim, São Francisco, na antífona que compôs para o Ofício da Paixão do Senhor, reza: “Santa Virgem Maria, não há mulher nascida no mundo semelhante a vós, serva do Altíssimo Rei e Pai celestial, Mãe do nosso Santíssimo Senhor Jesus Cristo, Esposa do Espírito Santo”. A festa litúrgica, que celebra a encarnação de Jesus, chamada “Solenidade da Anunciação do Senhor” (25 de março), une estreitamente Jesus, Maria e o Espírito Santo. Jesus é a razão de ser de todos os privilégios e da própria missão de Maria. O Espírito Santo consagra Maria, fecunda-a e, ao mesmo tempo une-se à missão salvadora de Jesus, tornando-o o Cristo, o Ungido de Deus. Vários momentos da vida terrena de Jesus mostram-no cheio do Espírito Santo (Lc 4,1; Jo 1,33), movido pelo Espírito Santo (Lc 4,18) e tendo o Espírito Santo como testemunha de sua messianidade e de sua doutrina (Lc 12,12; Jo 14,26; 16,13). Ao dobrarmos os joelhos diante do mistério da encarnação, adoramos a Trindade santa: o Pai que envia o Filho, o Filho que, permanecendo Deus, obedece e assume o corpo humano, o Espírito Santo, que possibilita a concepção imaculada de Jesus. Dentro desse mistério e protagonista dele encontra-se Maria, mulher como todas as mulheres, mas associada misteriosamente, através da maternidade divina, à missão redentora e santificadora do mundo. “Por isso mesmo – escreve o Papa Pio IX na Bula de proclamação do dogma da Imaculada Conceição – Deus a cumulou, de maneira tão admirável, da abundância dos bens celestes do tesouro de sua divindade, mais que a todos os espíritos angelicais e todos os santos, de tal forma que ficaria absolutamente isenta de toda e qualquer mancha de pecado, podendo, assim, toda bela e perfeita, ostentar uma inocência e santidade tão abundantes, quais outras não se conhecem abaixo de Deus, e que pessoa alguma, além de Deus, jamais alcançaria, nem em espírito” (n. 2). Diante de Maria, envolta pela inaudita graça da maternidade divina, São Francisco, apaixonado pelo mistério da encarnação, prorrompe numa saudação em que, faltando palavras, busca com símbolos e comparações dizer o que lhe vai na mente e no coração: “Salve, Senhora santa, Rainha santíssima, Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja, eleita pelo santíssimo Pai celestial, que vos consagrou por seu santíssimo e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito! Em vós residiu e reside toda a plenitude da graça e todo o bem! Salve, ó palácio do Senhor! Salve, ó tabernáculo do Senhor! Salve, ó morada do Senhor! Salve, ó manto do Senhor! Salve, ó serva do Senhor! Salve ó Mãe do Senhor! Salve vós todas, ó santas virtudes derramadas, pela graça e iluminação do Espírito Santo, nos corações dos fiéis, transformando-os em fiéis servos de Deus”. Sempre na tentativa de expressar com palavras humanas aquele momento único da encarnação do Senhor, há teólogos que se demoram em comparar a presença dinâmica do Espírito Santo na pessoa de Maria com o início da criação, quando, segundo o Gênesis (1,2) o Espírito de Deus soprava forte sobre as águas, ou seja, separava os elementos, ordenava-os, permitindo o nascimento da vida na terra. Rezamos no Credo: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida”. Dar a vida é uma das atribuições do Espírito Santo. Na primeira criação, o Espírito como que fecundou a Natureza. Na segunda criação, inaugurada na Anunciação, o Espírito Santo não só fecundou Maria que, como mulher, concebeu e deu início a uma vida, mas também tornou-se autor daquele que mais tarde declarou explicitamente: “Eu sou a vida” (Jo 11,25; 14,6). Dar vida tornou-se sinônimo da missão de Jesus na terra. Por isso mesmo, toda a missão de Jesus está prenhe do Espírito Santo. Jesus foi preciso: “Eu vim para que todos tenham a vida em plenitude” (Jo 10,10). Esta plenitude da vida nos é dada pelo Espírito Santo, ligada ao mistério da Encarnação do Senhor, liga à própria vida do Filho de Deus na terra, obra e graça do Espírito Santo. Plenitude de vida aqui na terra e plenitude de vida na comunhão eterna com Deus. Aqui na terra, na vivência dos dons do Espírito Santo, que Maria recebeu em superabundância, particularmente a fé, a esperança e a caridade, que explodiram no seu “sim” ao plano de Deus e a mantiveram ao lado do Filho em todas as circunstâncias, inclusive ao pé da Cruz. Dos mesmos dons recebemos a coragem e a graça de acompanhar o Senhor Jesus e, na força do Espírito Santo, testemunhá-lo em nossa vida e em nossas ações e sermos pelo Senhor recebidos na morte e transportados à comunhão eterna com a Trindade. Há um outro momento na história da salvação, fundamental também ele, no qual a Escritura acentua a presença de Maria, envolta no Espírito Santo. Refiro-me a Pentecostes. Na encíclica Redemptoris Mater – sobre o papel de Maria na história e na vida da Igreja – escreveu o Papa João Paulo II: “Na economia redentora da graça, atuada sob a ação do Espírito Santo, existe uma correspondência singular entre o momento da Encarnação do Verbo e o momento do nascimento da Igreja. A pessoa que une estes dois momentos é Maria: Maria em Nazaré e Maria no Cenáculo de Jerusalém. … Assim, aquela que está presente no mistério de Cristo como Mãe, torna-se – por vontade do Filho e por obra do Espírito Santo – presente no mistério da Igreja” (n. 24). Quando a Igreja declara que o Espírito Santo é sua alma (Lumen Gentium, 7), está reconhecendo nele a vida que a sustenta, a dinamiza, a santifica e lhe é garantia de fidelidade. Maria é o ícone da Igreja. Cheia do Espírito Santo, por sua obra e graça, ela deu à luz o Filho de Deus. A Igreja, sempre por obra e graça do Espírito Santo, gera os filhos para Deus. Se Maria foi verdadeiramente Mãe do Jesus histórico, concebido em Nazaré, nascido em Belém, crucificado e morto em Jerusalém, ela é também a verdadeira Mãe da Igreja, corpo místico do Cristo ressuscitado, vivo e presente até os confins do mundo e até o fim dos tempos. Transcrevo uma oração atribuída a Santo Ildefonso (+667): “Ó Virgem Imaculada, aquele que armou sua tenda em Ti, enriqueceu-Te com os sete dons de seu Santo Espírito, como sete pedras preciosas. Primeiro, ornou-Te com o dom da Sabedoria, em força do qual foste divinamente elevada ao Amor dos amores. Depois, deu-Te o dom do Intelecto, pelo qual subiste às culminâncias do esplendor hierárquico. O terceiro dom com que foste agraciada foi o do Conselho, que Te fez virgem prudente, atenta e perspicaz. O dom da Ciência que recebeste foi confirmado pelo próprio magistério de Teu Filho. O quinto dom, o da Fortaleza, o manifestaste na firme perseverança, na constância e no vigor contra as adversidades. O dom da Piedade fez-Te clemente, piedosa, compreensiva, porque tinhas infusa a caridade. Pelo sétimo dom, o Temor de Deus transpareceu na Tua vida simples e respeitosa diante da imensa majestade. Alcança-nos estes dons, ó Virgem três vezes bendita, Tu, que mereceste ser chamada o Sacrário do Espírito Santo. Amém. Por Frei Clarêncio Neotti, O.F.M

MAIS UMA VEZ AGRADECEMOS POR SEU CARINHO QUERIDO LEITOR

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Parabéns, seu site ficou na 8º posição na categoria Religiosidade Popular (Santos, Nossa Senhora, etc...) do Concurso TopCatolicaNet.